11.11.10

Escravidão e Suas Consequencias

   Antes de falar sobre abolição da escravatura negra africana no Brasil, temos que falar de importantes fatos da Historiografia, que explicam ao longo de décadas o motivo da população negra no país, ter uma condição social muitas vezes inferior aos mais brancos.

   Pra chegarmos ao ponto crucial desse texto precisamos voltar mais ou menos 462 anos atrás. É imposto o governo geral no Brasil, após o fracasso das Capitanias Hereditárias, por falta de comunicação e fiscalização da metrópole.


   A partir dessa data, começam colônias de exploração baseado em políticas mercantilistas. O famoso PLANTATION vem à tona junto da opção pela mão-de-obra africana, que já era usada em momentos históricos anteriores ao Governo Geral em 1548. Trazidos em embarcações, presos em porões, na maioria de sexo masculino entre 15 e 40 anos, são vistos como mercadorias e aqui vendidos em praças públicas. ‘Lembramos que não podemos chamar o ESCRAVO de mercadoria, uma vez que o mesmo marca a História do Brasil, marca nossa cultura, cria famílias, compra liberdade e junta dinheiro’. A vida útil de um escravo girava em torno de sete anos, e as mulheres vinham junto com o objetivo de procriação e trabalhos domésticos, muitas vezes tendo relações com os Senhores de terra.

   A escravidão africana foi escolhida por uma série de fatores, entre eles, o fato de o índio ser fraco imunologicamente, ou seja, ao ter contato com portugueses que vinham da Europa cheio de doenças, morriam com facilidade. Outro fator crucial é que o índio conhece a terra que vive facilitando assim sua fuga. A famosa resistência indígena. Mais um fator decisivo nessa escolha foi a religião, que toca num assunto da Bíblia e filhos de Nóe, que não iremos entrar em detalhes.


   Os séculos passam e o tráfico negreiro continua a todo vapor. Chega à mineração e junto dela chega às casas de fundição, impostas por Portugal, regulando assim o ouro como barra com o selo real, inibindo escravos de esconder ouro em pó em seus cabelos. Com a mineração os africanos que trabalhavam no Nordeste e os que acabaram de chegar da África, eram guiados ao Sudeste e Centro-Oeste do país, local onde a busca por metais preciosos era grande.

   Após a crise da mineração acontece a Conjuração Baiana em 1798, que já pedia o fim da escravidão no Brasil. Com o medo do tráfico negreiro ser proibido, até 1830 acontece um inchaço populacional por parte de negros, isso para garantir assim mão-de-obra por algum tempo, caso alguma lei progrida no país.


   O tempo vai passando e a abolição da escravatura vai começando a dar as caras. A Lei do Ventre Livre, dos Sexagenários e a Eusébio de Queiroz, proibindo o tráfico negreiro internacional, ia guiando para um único caminho, o fim da escravidão.
   Em 1889 é abolida a escravidão no Brasil, assinada pela Princesa Isabel, e toda historinha que vocês já sabem...
  
   A partir daí a República estava encaminhada e o único jeito dos nossos amigos africanos era correr paras as cidades, uma vez que com a Lei de Terras criada em 1850, dificultava a ação deles no campo. Em centros urbanos, se abrigaram em cortiços perto de seus trabalhos, durante décadas.

Documento da Abolição da Escravatura
   A partir de 1904 no Rio de Janeiro, vendo centros urbanos com estrutura colonial, sem infra-estrutura, tentando firmar a República com a idéia de ‘Ordem e Progresso’, o governo quer fazer do Brasil à Europa, quer transformar o Rio em ‘Cidade Maravilhosa’. Bota abaixo os cortiços. Aquela galera que lutou contra a sua escravidão, agora está na rua de novo. E pra não perder o contato com o seu trabalho, começam a favelizar morros perto do centro da cidade... São criados os primeiros morros do Rio de Janeiro, atual Providência entre outros...

   Finalizando, vemos que a escravidão tirava o rumo do negro e a abolição o - deixou sem rumo também. A explicação para a maioria dos pobres serem negros está aqui. Até hoje a história de vergonha do Brasil, reflete
em uma cor escura que jamais será tratado realmente como Branco.

 
 
Pedro Hq'

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postar um comentário